Apesar de quase extinta, a louça preta, e principalmente a louça preta de Prado, teve grande tradição na região do Minho até á década de sessenta do século passado. Prado foi concelho até á reforma administrativa no século dezanove quando foi extinto e passou a integrar o novo concelho de Vila Verde, sendo as suas freguesias distribuídas por este e pelos concelhos de Barcelos e Braga. Nas freguesias de Parada de Gatim e Escariz concelho de Vila Verde, cozeram-se as ultimas peças de louça preta no inicio da década de oitenta do século passado.
Descendente duma destas famílias de oleiros da louça preta, o Sr. Júlio Alonso com oitenta anos, ainda produz algumas miniaturas e reproduções de peças tradicionais da louça preta na sua olaria em Galegos (Barcelos).
Com o objectivo de preservar esta tradição, aliado á paixão e fascínio pelas técnicas de cozedura cerâmicas mais ancestrais resolvi construir um forno para nele fazer cozeduras de louça preta.
Aí vão algumas imagens das várias fases da construção do forno.







