LOUÇA PRETA
Com a companhia de alguns amigos, procedi no dia 6 de Setembro á cozedura de louça preta. Foi um dia de alguma ansiedade e de muita “pica”, estava a fazer a primeira cozedura de louça preta e também a cozedura de “baptismo” do meu forno que venho construindo desde Março.
Quando falo de ansiedade deveu-se ao facto de não ter certezas se o processo e os meios que ia utilizar para fechar o forno no final da cozedura, seria o mais eficaz. Quis fazer tudo de forma muito rudimentar, com terra e tijolos. Como comentavam alguns meus amigos, companheiros de jornada, esta cozedura deu-se hoje da mesma forma como poderia acontecer á algumas centenas de anos atrás e, isso interessa-me, o lado mais ancestral de fazer as coisas.
Fazer uma fornada de louça preta não é muito diferente duma cozedura oxidante.
No final quando sabemos que a louça está cozida, (eu faço-o por observação, não uso qualquer equipamento pirométrico), com os meios que reunimos previamente, fechamos hermeticamente as duas câmaras: de combustão e da louça e há que ter todo o cuidado para que não hajam fugas. Não nos devemos esquecer que carregamos o forno de lenha (combustível) no momento anterior ao seu encerramento. Este combustível, pela ausência de oxigénio no interior do forno, transforma-se em gás que, por sua vez exercerá uma forte pressão no seu interior, sendo por isso necessário ficar vigilante durante algum tempo e ir tapando as fugas eventuais.
Foi uma óptima cozedura, deixo algumas imagens que alguns amigos foram registando.





2 Comentários:
Às 20 de outubro de 2008 às 20:43 ,
Tentilhão disse...
Que maravilha de resultado!
Aqui deixo as minhas gratulações pelo resultado da cozedura.
Saudações
A. Ramos
Às 16 de março de 2009 às 12:52 ,
Anónimo disse...
Muitos parabéns!
Um verdadeiro artista como tu não pára! O sucesso está nos excelentes resultados que tens conseguido e no futuro promissor que compensará o teu talento!
Força!
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